São Tomé é lindo
pode-se ver nas fotos
mas é terrível tb
é pobre controlado uma sociedade q vive sob….
a colonização ainda n acabou
basta ver-se a internet é mto cara e mto complicada e mto lenta
como pode haver desenvolvimento de um povo neste século
sem acesso à informação e a conexões?
sem comunicação…
na televisão passa o pior das produções brasileiras e portuguesas….
como se constrói uma identidade assim?
mas há o povo
o milagre do povo
q continua
q avança e constrói e mantém alguma coisa essencial e necessária
as oficinas apenas começaram começo a conhecer melhor cultura e povo e fato e história
o teatro revela representa e é uma história
o modo com q se faz tb
vários grupos: fôlô blági (forro – o povo daqui – brasil), parodiantes da ilha, os criativos, caravana africana, légi téla (raiz da terra), boneco animado da ilha, os brincalhões, gente de dor alegre, faz tudo – como se faz teatro aqui?
e muitos atores que participam mtas vezes de vários grupos, com nomes esssencialmente sãotomenses: admilze allainy ateriana azinilda edzanea henayelde mardiginia regner virginito wademeide wazilânia entre charles e odair e osvaldo e sandra e nelson e outros
um início tímido um chegar sem pressa com cautela quem sou eu quem é este?
um início lindo de aproximação de culturas de teatros de histórias

Originalmente publicado aqui!

Márcio Meirelles, que se encontra a dirigir a Oficina de Interpretação de São Tomé, tem mantido um diário de Bordo no blog do Teatro Vila Velha do qual é director artístico.

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