Márcio Meirelles dirigindo a oficina de São Tomé (foto: Eduardo Pinto)

Márcio Meirelles dirigindo a oficina de São Tomé (foto: Eduardo Pinto)

O encenador Márcio Meirelles, director do Bando de Teatro Olodum e do Teatro Vila Velha (parceiro da Cena Lusófona no projecto P-STAGE) e formador da oficina realizada em São Tomé, falou ao jornal Público sobre o racismo no seu país: “No Brasil, o racismo sempre foi negado, então é muito difícil combater uma coisa que não existe e isso torna o racismo mais perverso.”

Apesar de todas as mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos, a questão racial mantém-se, defende Márcio: “Um negro primeiro tem que provar que é rico e que não está ali para roubar. Você tem um primeiro momento em que a cor, a pele, grita mais alto que as questões sociais.”

A reportagem, de Joana Gorjão Henriques e Vera Moutinho, destaca o espectáculo “Cabaret da Rrrraça”, do Bando de Teatro Olodum, que está há 17 anos em cena e que a Cena Lusófona trouxe a Coimbra em 2003.

 

 

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