3. parceiros

Desde Dezembro de 2009, a Cena Lusófona tem promovido o Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio com agentes de vários países de língua portuguesa. Na segunda edição, que teve lugar em Teresina (Piauí, Brasil), em Novembro de 2010, a formação artística e o reforço das co-produções e digressões internacionais foram destacadas como as principais prioridades. O projecto P-STAGE opera precisamente nestas áreas. A Cena Lusófona convidou três dos seus parceiros regulares (Elinga Teatro em Angola, Acção para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau e o Centro de Intercâmbio Teatral em São Tomé e Principe) para elaborar um programa que tem em conta os contextos e as necessidades específicos de cada país, bem como os principais eventos (festivais, por exemplo) que têm lugar em cada um deles. Os parceiros têm entre si uma grande proximidade e têm uma larga experiência de trabalho em conjunto.

Em Angola, o grupo Elinga Teatro é o parceiro óbvio. Com mais de 20 anos de actividade e dirigido pelo encenador e dramaturgo José Mena Abrantes, é o grupo mais importante do país e o mais próximo da profissionalização. É também o mais internacional, com diversas participações em festivais no estrangeiro, em particular nos países lusófonos (incluindo Portugal, Brasil e várias edições do festival “Estação”). Detém um espaço próprio no centro de Luanda que é um dos centros culturais mais importantes da capital angolana, com uma programação regular (teatro, música e dança e exposições) que inclui produções próprias e o acolhimento de outros grupos e artistas. Actores do Elinga, de diferentes gerações, participaram nas anteriroes edições dos EIA. Em 2008, quando celebrou o seu 20.º aniversário, organizou o I Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, com participantes de vários países lusófonos. Pretende agora organizar novas edições deste Festival, numa base anual ou bienal, a partir de 2012.

Na Guiné-Bissau, o parceiro é a AD – Acção para o Desenvolvimento – uma ONG fundada em 1991 com um vasto leque de actividades e muita experiência na gestão de fundos internacionais em vários projectos de desenvolvimento no país. Entre as suas iniciativas, os projectos culturais ocupam um lugar especial, com destaque para o “Festival Caminho de Escravos do Cacheu”, o “Festival Cultural Transfronteiriço”, a criação de um estúdio de gravação para música tradicional e étnica, a promoção de grupos de teatro do país como “Os Fidalgos” e a criação de pequenas salas de espectáculo, tanto em áreas urbanas como rurais. Na sua relação com a Cena Lusófona, para além do apoio local a todas as iniciativas que tiveram lugar no país, é particularmente relevante a sua contribuição para o funcionamento do Centro de Intercâmbio Teatral de Bissau, cujas instalações são cedidas pela AD. À AD cabe, também, a gestão do parque técnico oferecido pela Cena Lusófona ao Auditório do Centro Cultural do Quelele, na capital do país. Legalmente constituído em 2008, o CIT Bissau é ele próprio resultado de uma parceria entre a AD, a Cena Lusófona e o grupo de teatro “Os Fidalgos” – hoje em dia o mais importante grupo da Guiné-Bissau, com várias presenças em iniciativas internacionais, incluindo o festival “Estação”.

Em São Tomé e Príncipe não há nenhuma companhia profissional. Precisamente por esta razão, a Cena Lusófona tem tentado apoiar, com dois grupos locais (“Os parodiantes da ilha” e o “Cena Só”) a criação de uma pequena organização que – à semelhança do CIT Bissau – possa ajudar a desenvolver o intercâmbio teatral entre São Tomé e os restantes países de língua portuguesa, bem como contribuir para melhorar as condições para a criação artística no país. Os grupos gerem já um acervo bibliográfico e algum equipamento técnico oferecido pela Cena Lusófona, estando neste momento a decorrer conversações com as autoridades locais tendo em vista a instalação e a legalização do Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé. Apenas questões formais (o facto de não ter ainda existência jurídica) impedem a sua participação no projecto como “parceiro” oficial, em vez de “associado”.

São ainda associados do projecto:
A Escola da Noite (Portugal), Bando de Teatro Olodum (Brasil), Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé (São Tomé e Príncipe), Centro de Intercâmbio Teatral de Bissau (Guiné- Bissau), Centro Dramático Galego (Galiza), Companhia de Teatro de Braga (Portugal), Theatro Circo (Braga)

Anúncios